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Anti Cotas
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Solução: não seja trouxa, seja negro

Uma denúncia sobre um assunto muito sério, com um único objetivo: mostrar que o rei está nu.

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Al Jolson: ator branco que se pintava com piche, quando a racista Hollywood barrava atores negros

 Pois é, tem gente aqui dizendo que os anti-cotas só reclamam e não propõem soluções. Então, vou mudar um pouco isso, e mostrar que os cursinhos têm sim divulgado uma "solução alternativa".

Tá na cara que discutir não vai adiantar nada, já que o governo não está nem aí pra razão.
As cotas vão sim ser implementadas, quer isso seja ruim pra sociedade (negros e brancos) ou não. O motivo é simples: as cotas são excelentes para os políticos.

Então, é óbvio que eles vão fazê-la: se eles são capazes de fazer as guerras mais absurdas só por que assim eles ganham a eleição (veja o caso do Bush), pensar que a razão vá convencê-los do contrário é burrice.

Assim, não resta a nós outra alternativa que não seja divulgar o que já está ocorrendo. Isso é lutar contra o sistema.
Não é difícil prever o que vai acontecer, já que as cotas raciais são tão irracionais num país de mestiços como o nosso.

Temos uma poderosa arma: mostrar que o rei está nu. Ou seja, mostrar o quanto esse sistema é ridículo.

Assim, os cursinhos do Brasil inteiro estão instruindo seus alunos de todas as raças a fazer o seguinte: em todos os concursos que mencionarem raça, assinale lá: NEGRO.
E os alunos nem vão estar mentindo. Se eles são humanos, são afro-descendentes. E se são brasileiros, o seu parentesco com africanos pode ser muito maior do que você pensa.

De acordo com esses cursinhos, a conseqüência, caso você queira negar que é negro, é a sua exclusão da sociedade. Daqui a pouco, vão estar com cotas para empregos públicos, empresas privadas, etc. As suas chances de se formar, de conseguir um bom emprego, de passar num concurso pra promotor ou juiz, etc, já não dependem mais do seu mérito. Dependem da sua "raça" (ou da raça que você declarar para o governo que tem).

Portanto, o discurso deles é o seguinte: "não deixe que o governo racista decida O SEU DESTINO baseado na sua cor de pele. REBELE-SE. Lute para ser julgado pelo seu mérito, e não pela sua cor".
 
E não estão sozinhos nesse entendimento!Um professor da própria UERJ escreveu:

"Todo aluno candidato aos cursos da Uerj, ou de outras universidades que venham a instituir cotas raciais, está no direito de declarar-se pardo ou negro. Sem culpa, sem vergonha e sem mentir. Nenhum de nós está obrigado a sujeitar-se ao despropósito de uns e outros, que acham que podem dividir e classificar as pessoas em “raças”. E se a gente não quiser pertencer a raça nenhuma? Se quisermos apenas mandar os racistas se moerem? Se for preciso, diga-se pardo ou diga-se negro. Está no seu direito e na sua verdade".

Portanto, o lema dos cursinhos hoje é: não seja trouxa, seja negro. Isso precisa ser divulgado. Vamos desmoralizar essa sistema podre que são as cotas.

Professores dos grandes cursinhos (vcs sabem quais) já estão instruindo todos os seus alunos que o "X" mais importante da prova do vestibular é aquele que vem antes da opção "Negro". Isso precisa ser divulgado.

Assim, se o seu sonho (de fazer Medicina, ou de estudar numa faculdade pública, ou de conseguir um bom emprego público) não é grande o suficiente, faça o jogo do governo. Estude bastante, marque lá "raça branca", e deixe injustamente a sua vaga para alguém muito menos qualificado (e menos crédulo) que você. Os políticos agradecem.

Agora, se você não concorda com o racismo das cotas, não acredita em raças, não dê o seu futuro em troca de votos para o PT (ou PSDB, ou quem for) e salário para as “lideranças raciais”.
Não se intimide com tribunais raciais, eles não tem direito de dizer quem é branco. Aliás, NINGUÉM TEM, e a Constituição assegura isso: ela diz textualmente que é proibido julgar as pessoas por critérios raciais.

E não seja egoísta, divulgue, para seus amigos e para todos (em especial para a turma da escola pública) o que está acontecend. Diga NÃO ao racismo. Desmascare o sistema.

Diz a conclusão do professor da UERJ:
A idéia de cotas raciais no Brasil é lunática e cruel.
Se alguém lhe perguntar sobre sua raça, e você achar a pergunta idiota mas não puder dizê-lo, diga-se negro ou diga-se pardo. Sem culpa. Quem tem que ter vergonha é o racismo.
 
REPERCUSSÃO
Como foi publicado em fórum de discussão, o artigo acima teve algumas respostas. Abaixo, reproduzo algumas (minhas tréplicas estão grafadas como "Ricardo")
 
Fabio -  As cotas, na UERJ e no projeto de lei, só serão aos negros de escolas públicas. Quase ninguem aqui fez integralmente escola pública. Não adianta mentir a cor.
 
Ricardo - A proposta é contra COTAS RACIAIS, não se restringe à UERJ e nem aos vestibulares. Pode ser aplicada por todos: inclusive (e especialmente) pelos provenientes de escola pública (até aqueles dos "melhores" cursos, como Pedro II, Cotucas, escolas técnicas e militares, etc).

Essa proposta desmoraliza o sistema, e impede que o critério racial seja utilizado em outros projetos que não o vestibular (por exemplo, concursos públicos com cotas raciais). E os alunos não estão necessariamente mentindo! Raça é uma construção social, e no Brasil só pode ser auto-declarada. Querer atribuir raça a alguém, negando-lhes direitos por isso (ou concedendo-lhes direitos especiais negados a outros grupos por critérios raciais) é pior que crime. É APARTHEID.

Quanto às COTAS PARA ESTUDANTES DE ESCOLA PÚBLICA, essa é uma outra história.

Pra começar, não dá tanto voto quanto cotas raciais, pois não é tão demagoga.
Existe boa esperança de que a justiça as barre como inconstitucionais (como o são, incontestavelmente).
Outra razão para ter esperança é que elas desmontariam o ensino médio privado, que dá muito dinheiro pro governo (e tem uma base fortíssima no Congresso Nacional).

Se isso não acontecer: Em pouco tempo a classe média arruma um jeito de se acabar com as cotas na prática.

Pode começar a esperar matrículas-fantasma em escolas públicas (de tarde, o pessoal vai estar fazendo cursinho numa escola particular), emancipações precoces, etc.

Vai haver uma óbvia transferência do vestibular para o vestibulinho das melhores escolas públicas (escolas técnicas, militares, o Pedro II, etc).

Agora você vai falar em acabar com os vestibulinhos, e fazer tudo por sorteio? A consequência é um festival de corrupção, onde só os filhos dos "dirigentes do partido" (e aqueles que molharem a mão deles) vão conseguir as vagas.
Que beleeeza ($ $ $) pros políticos, hein...
 
Renaldo -  Concordo 101% e assino embaixo
 
Virna -  Será que compensa? Só o dinheiro que vão gastar para manterem estas vagas fantasmas (pois isto vai ter muitas testemunhas...) compensa que ele pague um cursinho à tarde melhor do que está matriculado...
 
Fabio - Mentir na auto declaração nos concursos públicos é um risco, caso seus superiores sejam a favor das cotas vocês certamente serão perseguidos e com razão, afinal, vocês assinaram um atestado de falta de carater e civismo no ato de inscrição para o concurso.
Quanto às matriculas fantasmas, isso teria que ter conivência de uma série de professores, porém ainda seria a corrupção mais dificil de conter.
 
Quanto ao sorteio, será impossivel um sorteio sem corrupção? avise isso a todos os que acreditam na Caixa ao apostarem em suas loterias.

Outra coisa que certamente aprecerá, são os cursinhos super-extensivos de 3 anos. Nesse caso a pessoa estaria honestamente driblando o sistema de cotas, para isso, seria necessário uma maneira eficiente de comprovação de carência. 
 
Bira -  A simples menção de sua raça em processo seletivo é discriminatoria.
Pode perguntar se é fumante, se esta gravida, se tem diabete ou já foi operado, o que não deixa de ser discriminatorio(exceto pelo fumo), mas a empresa se reserva o direito de contratar alguem e vê-lo produzir. Briga boa.
Eu fiz só escola publica, voce não tem conteudo para USP e ponto. Eu sei disso, a USP sabe disso e todos professores tambem sabem.
Já o governo necessita mostrar numeros empurrando as crianças no fundamental para não traumatiza-las(! aos 7 mas o fazem aos 18) e ganhar o dinheiro internacional.
Barco furado, discussão meramennte academica.
Necessitamos trocar os politicos.
 
 
Erika -    Existe 0,1% de chance... ..de uma pessoa que estudou 7 horas por dia para passar num concurso público ser a favor de cotas.

Mau caráter? Faz-me rir. Usar dissimuladamente a cor de pele para conseguir vantagem pessoal não manda ninguém pro céu.

E eu acredito que vai acontecer tudo o que o Ricardo disse. E é bem justo. Vincular vaga pública a critério subjetivo no Brasil é suicídio e ingenuidade. Por exemplo: quem viu nos jornais, no começo do ano, fotos de pessoas brancas aceitas (vejam só!) para serem candidatas a cotas na UNB pôde comprovar. Quem conhece brasileiro já sabia.
 
Ricardo - Virna diz:  "Cotas se mostrar competência"

Ricardo responde: Quem tem competência não precisa de cotas.

Virna diz: Quanto às COTAS PARA ESTUDANTES DE ESCOLA PÚBLICA, essa NÃO É NÃO uma outra história..."

Ricardo responde: É outra história, sim. Para resolver um problema político complexo (como as cotas), temos que ir por partes: primeiro, resolvemos as cotas raciais. Depois, as cotas para alunos de escola pública.

Lembro que nos Estados Unidos, onde eles têm uma afirmação alternativa gigantesca, eles NUNCA ousam falar de cotas. As cotas são ilógicas e inconstitucionais, e todos (inclusive as lideranças raciais mais radicais) compreendem disso.
Acusar uma liderança negra de defensora de cotas raciais é quase ofensivo. Eles sabem que existem outros caminhos viáveis, e mais benéficos para os negros. Cota não é idéia radical, é idéia estúpida.

Um dia chegamos ao mesmo estágio aqui.

Virna diz: A educação, assim como transporte e saúde, são de responsabilidade governamentais, sendo assim, as empresas privadas tem apenas concessões para funcionarem. Fora isso, você acha mesmo que o governo vai abrir mão dos impostos que arrecada com as escolas particulares(que é o exemplo que por hora interessa)? Fica sossegado, ninguém corre este risco!

Ricardo responde: Não senhora. Se o governo prejudicar muito as escolas particulares (provocando migração em massa para as públicas), o governo vai perder MUITA arrecadação.
Sem contar que os gastos com educação vão ter que se multiplicar, pra atender os novos alunos (hoje atendidos por particulares). O governo não tem dinheiro e nem interesse em fazer isso.
Muito menos as escolas particulares.

Virna diz: Será que compensa? Só o dinheiro que vão gastar para manterem estas vagas fantasmas (pois isto vai ter muitas testemunhas...) compensa que ele pague um cursinho à tarde melhor do que está matriculado...

Ricardo responde: Você não entendeu. Não precisa ser fantasma, isso foi só pra ilustrar.
Eles podem comparecer lá (o que é até pior, já que vão gastar o dinheiro público com professores, carteiras, estrutura, etc).
Mas o cursinho à tarde... é lei.
 
 

Artigo feito por Ricardo, com a valorosa participação de diversas pessoas: Fabio, Erika, Virna, Renaldo, o tal professor da UERJ, etc.